caminha, caminhando, poetando, vivendo como Deus me permite viver. É assim que vou. É desse jeito que sou. E aqui vão: notícias mensagens, poesias, crônicas, artigos, enfim, tudo que gosto e sou, parte dos caminhos que este caminhante procura seguir. Apenas isto!

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

MENSAGEM

Salvem o Planeta
por Luiz Eduardo Caminha

No livro do Gênesis, após concluída a Criação, salta aos olhos uma missão e um compromisso sério para o homem e a raça humana: “Deus os abençoou e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra. E Deus disse: Eu vos dou todas as ervas que dão sementes e que estão sobre toda a superfície da terra; e todas as árvores, que dão fruto e que dão sementes: isto será vosso alimento” (Gênesis 1, 28-29). Esta era a missão.

Há, entretanto, um detalhe que precede a criação do próprio homem: “E Deus viu que tudo isto era bom” (Gênesis 1, 25). Este era o compromisso.

Ao conferir esta missão ao homem, Deus propiciou-lhe um lugar onde emanava leite e mel, um éden, um paraíso, como se estivesse a preparar um ambiente perfeito, equilibrado, para assentar a obra máxima de sua criação, feita à sua imagem e semelhança, o homem.

Mas o compromisso era um recado direto, objetivo: tudo isto, toda a terra eu criei para o vosso deleite, para o vosso sustento, para vossa sobrevivência. É preciso, pois, conservá-la, para que continue dando fruto, para que o equilíbrio seja completo, para que isto continue sendo bom.

O Homem, entretanto, nada entendeu e, desde os remotos tempos jamais se preocupou com o compromisso que estava embutido naquele mandado. Egoísta, prepotente, arrogante, se adonou de tudo sem medir qualquer conseqüência sobre os danos que viesse a causar àquele Paraíso criado. Foi em frente nas suas atrocidades. Caçou por caçar, matou para se divertir, rasgou o ventre da terra mãe para expor-lhe as entranhas, como se isto nunca pudesse chegar a um fim que prejudicasse a si próprio. E a sensação era esta mesma! A Terra era tão soberba que seus recursos pareciam infindáveis, inesgotáveis.

E o homem não parou! Foram inúmeros os avisos, notadamente depois da revolução industrial: as riquezas deste planeta não são infinitas. Mas o soberbo animal, na sua quase irracionalidade, continuou seu caminho de destruição, seu rastro de insanidade como se quisesse vingar-se daquele legado.

Hoje, em pleno nascedouro de um novo século, a Terra começa a esboçar seus sinais de cansaço, de esgotamento. O aviso é outro, muito mais contundente, sinistro: a Terra está morrendo!

Será que haverá ainda como reverter? Pergunta-se uma parte da humanidade estupefata com tamanha destruição. Efeito estufa, buracos negros, queimadas, poluição das fontes de água doce, emissão estarrecedora de gás carbônico, destruição das matas e de todo o seu sistema ecológico, espécies que desaparecem, pela ação nefasta do homem e pela ganância da sociedade. O resultado disto tudo é óbvio: as mudanças climáticas, os fenômenos naturais, verdadeiras hecatombes, jamais vistos com tal intensidade e freqüência, poluição, seca, geleiras, outrora perenes, que se derretem para não mais voltar e outros que tais.

É preciso fazer algo. Urge que se faça! A mãe terra não pode esperar mais. Não agüenta mais, sozinha, os golpes que lhe desferem. A Terra está sangrando e precisa da solidariedade dos homens, daqueles com consciência, que possam unir-se pelas mãos, pela voz, pelos atos e partirem para uma grande e imemorial batalha – talvez a última. Estandarte na mão, vamos à guerra! Não uma guerra de armas. Uma guerra onde a Paz, acima de tudo, seja a principal bandeira e a Esperança o nosso cajado.

Forças começam a se mexer. Discuta com seus amigos. Passe e-mails. Mande mensagens e... corra para a Praça, para as ruas de sua cidade e comece pelo mais humildes dos gestos: Peça perdão a Mãe Terra! Peça perdão ao Criador pelo mal que fizemos à toda a Criação.

Eu, você, somos apenas uma gotinha neste oceano todo de destruição. Neste incêndio feroz a que submeteram a natureza. Mas somos, cada um, uma gota. Como dizia Tereza de Calcutá “Sim, eu sou uma gota no oceano, mas ele seria menor sem mim”. Esta batalha não tem credo, raça, não tem ricos ou pobres. É a batalha da humanidade.

Revigoremos o mandado do Criador e salvemos o berço das criaturas. Sem ele, ou com ele destruído, não sobreviveremos!!!

Amor, Paz e Bem, que não custa nada a ninguém!

Luiz Eduardo Caminha.

4 comentários:

  1. Luiz Eduardo, fraterno :

    O homem é o único tipo de bicho que destrói sua própria morada. Em nome da ganância, do poder, do gozo imediato. Sem ter a mínima sensibilidade para com as gerações futuras. A ferro e fogo avança contra tudo. Com experiências nucleares contamina o planeta para sempre, já que os resíduos serão eternos praticamente. A meia-vida do urânico por exemplo, é de 24.400 anos. Com os agrotóxicos, idem. A meia-vida do DDT é de 10 anos. Por cadeia alimentar, estes venenos já estão nos pólos, já corre DDT no sangue dos pinguins. A Ecologia tem de lutar contra a centralização do poder e do capital. Na destruição do planeta Capitalismo e Socialismo são idênticos,pois na equação política deles a Natureza não conta.
    Pedaços gigantescos de 40, 50 kms quadrados das geleiras estão se desprendendo, a calota polar está derretendo. Já existem modelos de computação que mostram que a água derretida da calota polar aumentará em dezenas de metros o nível dos mares e que cidades litorâneas, em algumas regiões, ficarão totalmente submersas, havendo necessidade de se redesenhar o mapa dos continentes. Mas a Humanidade, doentiamente, assiste a tudo isso como se fosse ficção científica, como se isso nunca fosse acontecer. Nada de objetivamente real contra o efeito estufa, chuvas ácidas,buraco na camada de ozônio, reflorestamento em massa. Ainda se poda no Brasil, prática desconhecida no mundo civilizado...que só admite poda cientificamente feita em algumas frutíferas (parreira, pereira, etc...), a chamada poda de conformação, para abrir os galhos para melhor recebimento da luz solar que facilita a fotossíntese e a deposição de açúcar no interior dos frutos. Mas qual prefeito ou vereador tupiniquim sabe disso ?
    A Terra tem alguns bilhões de anos. O Homem tem alguns milhões de anos. Vamos ficar conhecidos como a geração que destruiu o planeta. Dois mil anos de Cristianismo parecem ter sido inúteis, pois nestes 20 séculos 20.000 revoluções e guerras ocorreram no mundo, contabilizadas pela História.A insanidade progride a olhos vistos. A terceira guerra virá e será atômica, já nos avisava o Eistein. Mas a quarta guerra mundial será de tacape, arco e flecha de tão pouca gente que sobreviverá da terceira.
    Há 45 anos faço palestras alertando os jovens, fazendo militância ecológica em rádio, jornal e TV. Faço a minha parte. Se mais não faço é por falta de talento.
    Rezo muito, louvo a Deus, peço misericórdia. Ai, dos insensatos !

    Abraço

    James Pizarro

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  2. Grande Caminha

    Parabéns pelo texto. Os sinais de alerta estão por ai, ao nosso redor. Só não vê quem não quer. É lamentável o que estamos fazendo como o nosso planeta.

    Abraços e que Deus te abençoe,


    Paulo

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  3. Parabéns pelo belíssimo texto, Caminha.

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  4. Grande Colega e Amigo Caminha,
    Tu estás sendo cada vez mais hábil no manejo das palavras,(e olha que o nosso idioma não é fácil...) e cada vez mais poeta nas idéias e pareceres. Afinal, todo poeta é um descobridor. E nem sei porque estou dizendo isso, pois te conheço há uns 36 anos e sempre fôsses assim...
    Parabéns, Caminha, pelo texto e por seres sempre o mesmo, ainda que evoluindo.
    Visite também o meu blog: www.alfredonagel.blogspot.com, muito mais modesto.

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Que Deus o abençoe!